O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), fez um alerta sobre o impacto das redes sociais no comportamento de estudantes e no risco de episódios de violência em escolas. Para ele, a busca por visibilidade instantânea na internet tem se tornado um combustível perigoso para atos extremos.
“As redes sociais fazem com que alguém queira ser ali o astro do momento, mesmo que fazendo algo abominável. Temos que estar em alerta”, afirmou o governador. Segundo ele, o desejo de fama rápida, mesmo que por meio de tragédias, exige uma vigilância constante das autoridades e das famílias. A declaração foi feita durante o lançamento do programa Guardiões da Escola, nesta quinta-feira (12/3). A iniciativa prevê a atuação de policiais militares da reserva na segurança e prevenção de conflitos em unidades da rede estadual de ensino.
Durante o evento, Zema e o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, também alertaram para a influência das plataformas digitais e da deep web no comportamento de adolescentes. Zema afirmou que, embora os dados de violência nas escolas de Minas Gerais não tenham mostrado aumento, o que se tem notado é uma mudança de comportamento estimulada pelo ambiente digital.
Complementando a fala do governador, o secretário Rossieli Soares destacou que o recrutamento de adolescentes para atos violentos muitas vezes começa em camadas ocultas da internet. “Temos a deep web, que é um lugar que os bandidos costumam utilizar para atrair jovens. Temos constantemente no Brasil jovens adolescentes sendo atraídos para planejar atentados”, afirmou.
Para Rossieli, a solução passa por um processo educativo rigoroso. “Trabalhar preventivamente requer que a criança e o jovem entendam o que é o crime. A criança tem que saber o que é crime. Existe, sim, um crescimento de tentativas via internet de trazer (a violência) para dentro das escolas”, pontuou.
‘Guardiões da Escola’
As falas das autoridades contextualizam a criação do programa Guardiões da Escola, que levará policiais militares da reserva para 141 unidades estaduais nesta fase inicial. O objetivo é que a PM atue também no entorno das escolas, onde os alunos ficam mais vulneráveis.
Rossieli enfatizou os índices de segurança de Minas Gerais e destacou que o novo programa não substitui as ações já existentes. “Nossas patrulhas e o Proerd [Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência] continuarão. O que temos agora é uma coordenação da PM integrada com a Secretaria de Educação para olhar o que acontece dentro e fora da escola”, explicou o secretário.
Fonte: O TEMPO
















































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