Redação Informe
O prefeito de Formiga, Cel. Laércio, se pronunciou em um vídeo publicado em redes sociais sobre a manifestação prevista para esta terça-feira (1º), organizada pelos servidores públicos municipais, que expressam sua insatisfação com o reajuste salarial de 4,77% anunciado, o qual corresponde ao índice do INPC.

Em sua declaração, o prefeito destacou que entende a insatisfação dos servidores e ressalta a dificuldade de conceder um reajuste superior a esse índice. “É com grande indignação que não posso oferecer uma valorização salarial maior neste momento. A gestão anterior deixou para nossa administração uma dívida de aproximadamente R$ 20 milhões de reais, o que compromete as finanças da cidade e impede que possamos conceder um reajuste maior sem comprometer a estabilidade fiscal do município”, afirmou o prefeito.
Coronel Laércio também enfatizou que a gestão atual está comprometida em valorizar os servidores públicos, e, assim que as condições financeiras da prefeitura permitirem, será concedido um reajuste salarial aos servidores públicos municipais. “Nosso compromisso é com a valorização dos servidores e, no momento em que o caixa da prefeitura estiver em condições favoráveis, vamos conceder um reajuste mais significativo, garantindo a melhoria salarial que todos merecem”, completou.
O prefeito finalizou sua fala reafirmando que, apesar das dificuldades financeiras, a administração continuará buscando soluções para melhorar as condições de trabalho. “Fica registrado aqui nosso compromisso com a população e com os servidores”, afirmou.
O ex-prefeito de Formiga, Eugênio Vilela, em resposta à declaração do atual prefeito sobre a impossibilidade de conceder um reajuste salarial aos servidores públicos municipais devido às dívidas deixadas pela sua gestão, fez um esclarecimento através das redes sociais. Eugênio criticou a forma como o atual gestor tem tratado o assunto, especialmente no que diz respeito aos valores da dívida, que têm sido mencionados de maneira variável.
“Primeiro, é preciso saber qual é a real dívida. Se é 16 milhões, 20 milhões, a cada dia aparece um número diferente, de acordo com a conveniência”, afirmou.
Ele reconheceu que, de fato, houve restos a pagar durante sua gestão, mas afirmou que esse valor representava apenas cerca de 5% do orçamento total da prefeitura. “Quando assumi em 2017, os restos a pagar estavam na casa de 12%. Agora eu pergunto: um gestor que não consegue administrar 5% de dívidas, tem alguma coisa errada! Fica claro que as dificuldades enfrentadas não são apenas pela dívida deixada, mas também pela falta de capacidade administrativa de quem está à frente da prefeitura atualmente”, afirmou.

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