A jovem Carolina Arruda, de 29 anos, conhecida por conviver com uma das dores mais intensas já descritas pela medicina, causada pela neuralgia do trigêmeo, retoma a graduação em medicina veterinária em Bambuí, no Centro-Oeste de Minas, a partir de segunda-feira (16).
Ela morava em São Lourenço, no Sul do estado, e voltou para Bambuí na sexta-feira (13), onde pretende concluir os estudos no Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG).
O curso estava trancado desde 2023, quando as crises de dor se agravaram e impediram a continuidade da graduação. Agora, a jovem retorna para o estágio obrigatório, etapa final da formação.
Segundo a jovem, a mudança para o Sul de Minas ocorreu por motivos familiares.
“Nós nos mudamos para o Sul de Minas porque minha avó, que cuidava da minha filha, foi diagnosticada com Alzheimer. Então eu e meu marido, que estávamos em Bambuí, tivemos que voltar para São Lourenço, onde passei a cuidar novamente da minha filha e também da minha avó”, contou.
Ela enxerga no retorno a Bambuí a oportunidade de concluir um projeto que precisou ser interrompido. “Esse é o momento de finalmente concluir o curso, e é isso que vou fazer”, afirmou.
Carolina deve concluir o estágio ao longo de 2026 e alcançar a formação em medicina veterinária até o fim do ano.
Tratamentos e crises de dor
A estudante ganhou notoriedade nacional ao relatar crises severas de dor, causadas por uma condição neurológica rara considerada por especialistas uma das mais dolorosas do mundo.
Nos últimos anos, ela passou por diversos tratamentos e procedimentos cirúrgicos na tentativa de reduzir a intensidade das crises.
Apesar das intervenções médicas, Carolina afirma que ainda enfrenta episódios frequentes de dor. “As crises ainda são frequentes, e sigo em tratamento”, disse.
Mesmo com as limitações da doença, a jovem decidiu retomar os estudos e continuar com o plano de se tornar médica veterinária.
Para o médico que acompanha Carolina, Carlos Marcelo de Barros, a retomada da rotina acadêmica pode trazer benefícios importantes ao tratamento.
“A dor crônica é um fenômeno complexo que envolve, além do estímulo físico, questões sociais e emocionais. O fato de Carolina poder retomar a rotina, concluir o curso e se preparar para o trabalho ativa áreas do cérebro que também contribuem para o tratamento e podem proporcionar melhores condições de vida”, destacou o médico.
Fonte: g1 Centro-Oeste
















































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