O homem de 59 anos que matou o cachorro da própria família com 14 tiros, no último sábado (21), em Pará de Minas, guardava em casa um arsenal com 10 armas e mais de mil munições. O crime foi registrado em vídeo por uma testemunha.
Segundo a Polícia Militar (PM), o suspeito, de identidade não divulgada, informou aos policiais que tem registro de grande parte do armamento e que apenas duas não têm. No entanto, ele não apresentou os documentos no momento da prisão.
Veja abaixo o balanço do material apreendido:
- 1 espingarda CBC Pump Military 3.0, calibre 12
- 1 espingarda Boito (cano sobreposto), calibre 12
- 1 carabina Puma Rossi, calibre 357
- 1 rifle CZ 1947, calibre 22
- 1 pistola Taurus TX, calibre 22, com dois carregadores
- 1 pistola Imbel, calibre 380, com dois carregadores
- 1 revólver Taurus Magnum, calibre 357
- 1 pistola Glock, calibre 9 mm, com três carregadores
- 1 espingarda Rossi Hatsan, calibre 5,5 mm
- 1 espingarda de fabricação artesanal, com calibre não identificado
- 1 carregador avulso, calibre 22
- 271 cartuchos calibre 9 mm
- 140 cartuchos calibre 357
- 147 cartuchos calibre 380
- 375 cartuchos calibre 12
- 4 recipientes com munições diversas calibre 22
- 1 sacola com estojos deflagrados de diversos calibres
- 1 prensa para recarga de munição
- 2 lunetas
- 1 coldre velado
Todo o material foi apreendido devido ao risco de ocultação de provas e ao fato de ainda não se saber qual item foi usado no crime. Além de maus-tratos, ele deve responder por infrações previstas no Estatuto do Desarmamento.
Ainda de acordo com a PM, o suspeito foi encontrado em um quarto, com sinais de confusão, e alegou que não se lembrou do que havia acontecido.
O filho do homem, de 20 anos, também foi detido por fraude processual, mas liberado após prestar depoimento. Ele foi flagrado ao sair do imóvel em uma caminhonete com o corpo do cachorro.
Questionado, o rapaz disse que o pai havia chegado em casa com sinais de embriaguez e que, pouco depois, ouviu barulhos semelhantes a disparos na garagem. Ao verificar a situação, encontrou o animal já morto.
O jovem afirmou ainda que não presenciou o momento dos tiros, contudo que limpou o local e colocou o corpo do cachorro no automóvel com a intenção de enterrá-lo.
Conforme o delegado César Augusto Faria Freitas, o caso segue em investigação e deve incluir ainda infrações previstas no Estatuto do Desarmamento.
“O andamento investigatório vai analisar os maus-tratos contra animais, além das infrações relacionadas à posse e ao disparo de arma de fogo”, explicou.
O delegado destacou que a morte do animal agrava a situação do suspeito. Pela legislação brasileira, houve aumento de pena para casos de maus-tratos contra cães e gatos, com previsão de punições mais severas.
Fonte: G1













































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