Uma audiência de instrução foi realizada nesta sexta-feira (20), no Fórum de Formiga, para avançar no processo que apura a morte do professor Jhonathan Silva Simões, de 31 anos.
A equipe de redação da Informe esteve no local e apurou com familiares da vítima que, durante a sessão, foram ouvidos o acusado e testemunhas do caso. Lucas Coelho, ex-noivo da vítima e ex-vereador no município de Araújos, responde pelo crime de homicídio e participou da audiência por videoconferência.
Entre os presentes na audiência estavam o delegado responsável pelas investigações, Ricardo Bessas, o juiz do caso, Dr. Guilherme Brasil Silva, e representantes do Ministério Público. Também prestaram depoimento testemunhas, entre elas Mateus Gondim, primo da vítima, e Matheus, que teria alugado o carro utilizado pelo acusado.
Manifestação
Do lado de fora do Fórum, amigos e familiares do professor realizaram uma manifestação pacífica. Com cartazes, eles pediram justiça e cobraram celeridade no andamento do processo.
No dia 29 de maio, quando completa um ano desde o crime, familiares e amigos do professor Jhonathan Silva Simões irão se reunir no Cristo para uma homenagem em memória de um ano de sua morte.
A Audiência
A audiência de instrução tem como objetivo ouvir testemunhas e o acusado. Ao final dessa etapa, a Justiça avalia se há elementos suficientes para que o réu seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.
O crime ocorreu no dia 29 de maio de 2025, quando o professor foi assassinado com seis tiros na porta de casa, em Formiga.
De acordo com informações de uma das testemunhas ouvidas nesta sexta-feira, irmão da vítima, ele não pôde acompanhar todos os depoimentos, incluindo os do delegado e de policiais, em razão de sua condição no processo.
Ainda assim, relatos de pessoas presentes indicam que os testemunhos foram consistentes e confirmaram versões já conhecidas e anteriormente divulgadas.
Durante a audiência, também foram levantados questionamentos sobre a conduta dos envolvidos, com destaque para o histórico da relação entre Lucas Coelho e Jhonathan, que já incluía episódios de desentendimentos.
Outro ponto ressaltado foi que as testemunhas apresentadas pela defesa foram ouvidas apenas como informantes, ou seja, sem o compromisso legal de dizer a verdade.
Ainda conforme o relato, Lucas Coelho optou por permanecer em silêncio durante a audiência, alegando não estar se sentindo bem.
Ao final da sessão, não houve decisão imediata. O juiz aguarda agora as alegações finais do Ministério Público e da defesa para decidir se o caso será encaminhado ao Tribunal do Júri.
A expectativa é de que a decisão seja divulgada nos próximos dias.













































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