Às vésperas do retorno às aulas na rede municipal, famílias de crianças com deficiência ou neurodivergência vivem um cenário de insegurança e apreensão em Formiga. O motivo é a falta de confirmação sobre a disponibilização de profissionais de apoio, essenciais para garantir o acompanhamento pedagógico e a inclusão desses alunos no ambiente escolar.
Embora o atendimento especializado seja um direito assegurado por lei, mães ouvidas pela reportagem relatam um vácuo de informações por parte da administração municipal que já dura muitos dias. Até o momento, não há dados oficiais sobre quantos professores de apoio foram ou serão contratados, nem sobre os critérios utilizados para definir quais alunos terão o suporte garantido já no início do ano letivo até que novos auxiliares de educação especial sejam contratados.

Segundo informações apuradas, a crise na educação inclusiva pode ter sido desencadeada por uma alteração na remuneração dos professores de apoio. Com a redução nos valores pagos pela função, muitos profissionais que atuavam no acompanhamento de alunos atípicos optaram por retornar à regência de turmas regulares, onde a remuneração se mostrou mais vantajosa.
A saída desses profissionais gerou um déficit significativo que, segundo os pais, até agora, não foi solucionado pelo município, criando um cenário de incerteza para as famílias:
• pais e responsáveis não sabem se os alunos contarão com o professor de apoio já no primeiro dia de aula;
• não há explicações oficiais sobre como a prefeitura está priorizando os atendimentos;
• diversas mães informaram à reportagem que não enviarão seus filhos à escola enquanto a situação não for regularizada.
O que diz a Prefeitura
Procurado pela Informe, o Departamento de Comunicação da Prefeitura informou que um novo edital de contratação de professores de apoio deverá ser lançado. No entanto, não confirmou se o documento já está em vigor, não explicou detalhadamente os motivos da alteração na remuneração que levou à saída dos profissionais, nem esclareceu como será o funcionamento das unidades escolares a partir desta quarta-feira, início do ano letivo.
“É um descaso. Meu filho precisa de rotina e de suporte. Mandar ele para a escola sem o apoio é expô-lo a uma situação de vulnerabilidade e exclusão”, desabafou uma mãe que preferiu não se identificar.
Profissionais aguardam edital
Professores afirmam que há profissionais qualificados aguardando a publicação oficial do edital para contratação e que o problema não é a falta de interessados, mas a indefinição administrativa e a mudança nos valores pagos pela função de apoio.
A Informe segue acompanhando o caso.












































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