Um idoso de 87 anos foi baleado dentro de casa na tarde desta quinta-feira (12), em Bambuí. Segundo o Boletim de Ocorrência, o autor dos disparos é um policial militar da reserva, de 52 anos, enteado da vítima, que admitiu os tiros após uma discussão familiar.
A ocorrência teve início depois que o Hospital Nossa Senhora do Brasil acionou a PM informando a entrada de um homem ferido por arma de fogo. A vítima tinha duas perfurações, uma no braço esquerdo e outra no peito, sendo submetida a procedimentos de estabilização.
Conforme a equipe médica, havia a possibilidade de projétil alojado no corpo.
Ainda consciente, o idoso relatou aos militares que havia discutido com o suspeito momentos antes do crime. Pouco depois do atendimento inicial, o próprio policial militar fez contato com a corporação e confirmou que havia realizado os disparos, alegando motivação passional. Posteriormente, ele reiterou a versão presencialmente.
De acordo com o registro policial, os fatos ocorreram na cozinha da residência da família. Quando os militares chegaram ao imóvel, constataram que o local já havia sido alterado, pois parte do sangue havia sido limpo.
Ainda assim, foram identificadas marcas de tiros, incluindo danos em um liquidificador e em um vidro da janela.
O suspeito entregou aos policiais a arma utilizada, além de cápsulas deflagradas. Também foram apreendidas uma faca e outros materiais relacionados à ocorrência.
A perícia da Polícia Civil foi acionada e realizou os trabalhos técnicos no local.
Segundo o relato do policial militar, a discussão começou após divergências familiares relacionadas a compromissos com crianças da família. Ele afirmou que, durante o desentendimento, o idoso teria pegado uma faca e avançado em direção a ele e da mãe, momento em que realizou os disparos.
Outa versão
Já a vítima apresentou outra versão aos policiais no hospital. O idoso disse que houve troca de ofensas verbais e confirmou que pegou uma faca para se proteger, mas afirmou que não tentou agredir ninguém antes de ser baleado.
Testemunhas e familiares também foram ouvidos e apresentaram relatos distintos sobre a dinâmica dos fatos e o histórico de conflitos entre os envolvidos. A investigação seguirá a cargo da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do crime e as versões apresentadas.
O policial militar foi conduzido à delegacia após atendimento médico. Outras armas de fogo de propriedade dele, devidamente registradas, foram recolhidas para procedimentos administrativos internos da corporação.
O estado de saúde atualizado da vítima não havia sido divulgado até a última atualização desta reportagem.
Fonte: g1










































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