O programa Gás do Povo, que distribui botijões de gás para famílias de baixa renda, passa a operar em todas as 27 capitais brasileiras a partir desta segunda-feira (26), anunciou o governo. Na nova fase de implementação, os repasses devem chegar a 950 mil novas famílias, de acordo com o Palácio do Planalto.
Lançado em novembro pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o programa operava inicialmente em apenas dez capitais. No caso de Belo Horizonte, 52.191 famílias vêm sendo atendidas. A previsão do governo é que o Gás do Povo alcance municípios do interior em março e alcance 15 milhões de famílias, o que representaria 50 milhões de pessoas.

São elegíveis para o programa residências que são beneficiárias do Bolsa Família e têm pelo menos duas pessoas, com renda per capita de até meio salário-mínimo e Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses. É preciso que o CPF do responsável familiar esteja regularizado. É possível verificar se está elegível pelo aplicativo “Meu Social – Gás do Povo”, que também informa pontos credenciados de revenda.
O benefício é operacionalizado pela Caixa Econômica Federal, responsável por distribuir os vales-recarga, cadastrar as revendedoras participantes e validar os meios de acesso. O beneficiário pode comprovar o direito apresentando o cartão do Bolsa Família, cartão de débito da Caixa ou CPF com código de validação via celular.
O Gás do Povo substitui o antigo Vale Gás, que pagava um valor em dinheiro ao beneficiário. No novo programa, o contemplado deve retirar os botijões diretamente na revendedora credenciada mais próxima de sua residência.
Famílias com dois integrantes receberão até três botijões por ano. Já as famílias com três integrantes vão receber até quatro botijões por ano e as famílias com pelo menos quatro integrantes, até seis botijões anuais. Em todos os casos, cada vale terá validade de 4 meses.
O programa faz parte de um pacote de “bondades” lançado pelo governo Lula, que engloba medidas como a ampliação da tarifa social de energia elétrica e a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Aliados acreditam que o conjunto de medidas pode alavancar a popularidade do presidente no ano eleitoral.
Fonte: O Tempo











































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