O julgamento continua no Tribunal Penal Central de Cork, na Irlanda, onde Miller Pacheco responde pela acusação de ter assassinado a jovem, de 28 anos, Bruna Fonseca em seu apartamento, localizado na Liberty Street, no dia 1º de janeiro de 2023.
Depoimento de Katia Silva

A testemunha Katia Silva disse à juíza Siobhán Lankford e ao júri, composto por sete mulheres e cinco homens, que se encontrou com Miller Pacheco por cerca de 40 minutos no dia de Natal de 2022. Questionada sobre o que ele disse a respeito de Bruna, Katia declarou:
“Ele estava com raiva, chateado, frustrado… Ele disse que Bruna não se importava com os sentimentos dele, que ela era muito egoísta. Ele a xingou — não quero dizer quais nomes.”
Katia afirmou ainda que Miller falou sobre um jovem argentino que estaria se encontrando com Bruna. Segundo ela, ele teria dito: “Ele disse que quer matá-lo — eu vou matar esse cara…”
A testemunha explicou que não conhecia o argentino com quem Bruna estava começando a se relacionar, mas mas que a vítima havia falado com ela sobre ele. Katia acrescentou que mensagens de texto com teor de flerte estavam sendo trocadas entre Bruna e o jovem, e que Miller teria visto essas mensagens no celular da ex-companheira.
“Eu disse para ele seguir em frente. Quando eu estava conversando com Miller, ele perguntou se ela tinha ficado com mais alguém. Eu disse: ‘Talvez sim, mas ela está solteira, deixe-a em paz’”, relatou Katia.
Ela também afirmou que não esteve presente na festa de Ano Novo no Oyster Tavern, mas sabia que Bruna estava muito feliz por ter ido.
Durante o interrogatório, o advogado de defesa Ray Boland questionou Katia sobre o uso da palavra “matar”. Ele destacou que, em seu depoimento à polícia, a testemunha teria dito que Miller afirmou: “Não vou deixar esse cara escapar impune, vou pegá-lo”, sem utilizar o termo “matar”.
Boland lembrou ainda que a própria Katia havia esclarecido à polícia que entendeu a palavra “pegar” como uma possível agressão física, e não algo além disso. Ao final do interrogatório, Katia afirmou:
“Avisei Bruna porque achei que algo mais grave poderia acontecer.”
Depoimento de Alafo Morais
Outra testemunha, argentino Alafo Morais, descreveu a comunidade brasileira em Cork como solidária, especialmente na busca por trabalho e moradia. Ele contou que conheceu Bruna em uma festa de Halloween em 2022.
Sobre a festa de Ano Novo no Oyster Tavern, Alafo disse que ele e Bruna estavam dançando e se beijando quando percebeu que estava sendo observado: “Eu vi esse cara me encarando, com uma flor (imagens fluorescentes) na camiseta, nos olhos. Eu não entendi. Não sabia o que era. Ele estava me encarando… No Brasil, as pessoas não ficam te encarando sem motivo.”
Ele também recordou que, durante a festa, beijava e abraçava Bruna enquanto conversavam sobre o Ano Novo.
Depoimento de Letícia Souza
Letícia Souza testemunhou que conversou com Bruna no dia 27 de dezembro de 2022. Segundo ela, Bruna estava “muito chateada e triste” com tudo o que estava acontecendo entre ela e Miller Pacheco.
Letícia também afirmou ter visto Miller encarando Bruna e Alafo durante a festa de Ano Novo, descrevendo que ele parecia “um pouco zangado” e permanecia parado próximo ao casal.
Questionada sobre a reação de Bruna, Letícia disse:
“Ela ficou assustada porque não esperava que ele estivesse lá. Muito, muito assustada.”
O julgamento segue em andamento.
Fonte: Irish Examiner
O acusado de assassinato estava “com raiva, chateado e frustrado” com Bruna Fonseca dias antes de sua morte, segundo depoimento prestado durante o julgamento que ocorre no Tribunal Penal Central de Cork, na Irlanda. As informações fazem parte dos últimos testemunhos ouvidos entre quarta e quinta-feira (15).
Outra testemunha relatou ao tribunal que Miller Pacheco encarava fixamente um homem enquanto ele dançava e beijava Bruna Fonseca durante uma festa de Ano Novo no Oyster Tavern, em Cork.
Miller Pacheco nega ter assassinado a brasileira de 28 anos, com quem havia terminado o relacionamento. De acordo com uma testemunha, dias antes da morte de Bruna, ocorrida no dia 1º de janeiro de 2023, o acusado reclamou para outra mulher que a ex-companheira era “muito egoísta” e não se importava com os sentimentos dele.
A mesma testemunha afirmou que, além das reclamações, Miller teria dito que “pegaria” o rapaz que acreditava estar se envolvendo com Bruna em Cork.
O julgamento continua no Tribunal Penal Central de Cork, onde Miller Pacheco responde pela acusação de ter assassinado Bruna Fonseca em seu apartamento, localizado na Liberty Street, no dia 1º de janeiro de 2023.
Depoimento de Katia Silva
A testemunha Katia Silva disse à juíza Siobhán Lankford e ao júri, composto por sete mulheres e cinco homens, que se encontrou com Miller Pacheco por cerca de 40 minutos no dia de Natal de 2022. Questionada sobre o que ele disse a respeito de Bruna, Katia declarou:
“Ele estava com raiva, chateado, frustrado… Ele disse que Bruna não se importa com os sentimentos dele, que ela é muito egoísta. Ele a xingou — não quero dizer quais nomes.”
Katia afirmou ainda que Miller falou sobre um jovem argentino que estaria se encontrando com Bruna. Segundo ela, ele teria dito:
“Ele disse que quer matá-lo — eu vou matar esse cara…”
A testemunha explicou que não conhecia o argentino, mas que Bruna havia falado com ela sobre ele. Katia acrescentou que mensagens de texto com teor de flerte estavam sendo trocadas entre Bruna e o jovem, e que Miller teria visto essas mensagens no celular da ex-companheira.
“Eu disse para ele seguir em frente. Quando eu estava conversando com Miller, ele perguntou se ela tinha ficado com mais alguém. Eu disse: ‘Talvez sim, mas ela está solteira, deixe-a em paz’”, relatou Katia.
Ela também afirmou que não esteve presente na festa de Ano Novo no Oyster Tavern, mas sabia que Bruna estava muito feliz por ter ido.
Durante o interrogatório, o advogado de defesa Ray Boland questionou Katia sobre o uso da palavra “matar”. Ele destacou que, em seu depoimento à polícia, a testemunha teria dito que Miller afirmou: “Não vou deixar esse cara escapar impune, vou pegá-lo”, sem utilizar o termo “matar”.
Boland lembrou ainda que a própria Katia havia esclarecido à polícia que entendeu a palavra “pegar” como uma possível agressão física, e não algo além disso. Ao final do interrogatório, Katia afirmou:
“Avisei Bruna porque achei que algo mais grave poderia acontecer.”
Depoimento de Alafo Morais
Outra testemunha, Alafo Morais, descreveu a comunidade brasileira em Cork como solidária, especialmente na busca por trabalho e moradia. Ele contou que conheceu Bruna em uma festa de Halloween em 2022.
Sobre a festa de Ano Novo no Oyster Tavern, Alafo disse que ele e Bruna estavam dançando e se beijando quando percebeu que estava sendo observado:
“Eu vi esse cara me encarando, com uma flor (imagens fluorescentes) na camiseta, nos olhos. Eu não entendi. Não sabia o que era. Ele estava me encarando… No Brasil, as pessoas não ficam te encarando sem motivo.”
Ele também recordou que, durante a festa, beijava e abraçava Bruna enquanto conversavam sobre o Ano Novo.
Depoimento de Letícia Souza
Letícia Souza testemunhou que conversou com Bruna no dia 27 de dezembro de 2022. Segundo ela, Bruna estava “muito chateada e triste” com tudo o que estava acontecendo entre ela e Miller Pacheco.
Letícia também afirmou ter visto Miller encarando Bruna e Alafo durante a festa de Ano Novo, descrevendo que ele parecia “um pouco zangado” e permanecia parado próximo ao casal.
Questionada sobre a reação de Bruna, Letícia disse:
“Ela ficou assustada porque não esperava que ele estivesse lá. Muito, muito assustada.”
O julgamento segue em andamento.
Fonte: Irish Examiner










































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