A Petrobras anunciou que reduzirá o preço de venda da gasolina A para as distribuidoras em 5,2%. A medida entrou em vigor nesta terça-feira (27).
Dessa forma, o preço médio de venda da companhia para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, o que significa redução de R$ 0,14 por litro.

O movimento tende a desestimular o interesse por importações, que avançaram forte no ano passado. Além disso, uma gasolina mais barata pode fazer frente a uma safra que deverá ter maior produção de etanol, de acordo com analistas.
De acordo com dados da Petrobras, foi o terceiro corte seguido no preço da gasolina. O último havia sido em outubro do ano passado, quando a redução foi de 4,9%. De acordo com relatório do Itaú BBA, a redução no preço da gasolina veio abaixo do esperado.
“Com base em nossas estimativas, os preços domésticos da gasolina da Petrobras estavam cerca de 10% acima do PPI (preço de paridade) antes do ajuste de hoje, sugerindo que a revisão (-5%, ou R$ 0,14/litro) foi um pouco menor do que o previsto”, afirmou o banco em relatório.
Após o ajuste, os preços da Petrobras devem ficar ainda aproximadamente 5% acima da paridade, segundo o Itaú BBA, que ponderou que a petroleira também utiliza parâmetros de sua própria estratégia comercial. A diminuição do valor foi anunciada em momento em que o preço da Petrobras operava 8% acima da paridade de importação, de acordo com dados do site da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).
Essa conjuntura favorecia importações do combustível, colocando maior concorrência para a Petrobras. “Apesar da estabilidade no câmbio, os preços de referência da gasolina e, principalmente, do óleo diesel apresentaram valorização no mercado internacional no fechamento do dia útil anterior, o cenário médio de preços está acima da paridade para a gasolina e abaixo dela para o óleo diesel”, conforme avaliação da Abicom em seu site.
De acordo com analistas, a redução no preço da gasolina comercializada pela Petrobras era esperada pelo mercado, diante da conjuntura, mas também acontece antes de uma safra que deverá ter mais oferta de etanol.












































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