A Santa Casa de Formiga participou de uma capacitação com foco no protocolo de captação de córneas. O curso, ministrado pela MG Transplante em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG), ocorreu no sábado (22), em Belo Horizonte.
Participou da capacitação, a equipe externa de retirada de tecido oculares, vinculada à Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), formada pela médica neurologista Dra. Stella Santos de Alencar, a coordenadora do Bloco Cirúrgico, Júnia Letícia dos Santos Couto, o coordenador da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), Lucas de Carvalho Castro, e o coordenador do serviço de controle infecção hospital/CIHDOTT, Leonardo de Castro Santos.

Intitulado “Capacitação em doação de córnea: da identificação do potencial doador à enucleação”, o curso visa preparar profissionais de saúde de diferentes áreas (médicos, enfermeiros, psicólogos e bioquímicos) para atuarem com eficiência no processo de doação e transplante de tecidos oculares.
O treinamento reúne um time multidisciplinar que inclui médicos e psicólogos. A formação é dividida em módulos teóricos e práticos, realizados no laboratório de anatomia e no laboratório de Habilidades e Simulação Realística (LabSim) da FCM-MG. Entre os destaques estão: o treinamento de técnicas de retirada de córnea e abordagem à família do potencial doador, com o suporte de um psicólogo especializado.
De acordo com Leonardo, coordenador do CIHDOTT, o curso resulta da análise do cenário atual de Minas Gerais quanto ao número de pacientes que aguardam por um transplante de córnea. “Essa capacitação faz parte de uma estratégia para aprimorar os serviços de saúde oferecidos pela Santa Casa, visando sempre na segurança dos pacientes. Além disso, com essa qualificação fortalecemos nossa atuação na área de transplantes e contribuímos para a redução da fila de espera por córneas”.
Fila para transplante de córneas
De acordo com o MG Transplante da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), atualmente mais de 4 mil pessoas aguardam por um transplante de córnea, o maior número já registrado no estado. O tempo médio de espera é de 2 anos e meio.
Conforme a Fhemig, há 10 anos Minas Gerais vivia o marco zero de fila para o transplante de córneas – cenário em que a captação de tecido ocular era capaz de suprir toda a demanda existente em poucos meses. A fila voltou a crescer a partir de 2015 e, com a pandemia de Covid-19, mudanças necessárias nos protocolos sanitários aumentaram ainda mais o número de pessoas em espera por transplante.
Discussão sobre isso post