A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu a madrasta da menina de 4 anos que levou papelotes de cocaína para uma escola municipal em Itamonte, no Sul de Minas. A jovem de 20 anos foi localizada em Itanhandu, cidade vizinha, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.
Segundo a polícia, a mulher — apontada como companheira do pai da criança — foi presa em flagrante por resistência, desacato e coação no curso do processo. Durante a ação, os agentes tentaram apreender o celular dela, mas ela resistiu à abordagem e ainda destruiu o aparelho, numa tentativa de impedir o acesso ao conteúdo. Por isso, também foi enquadrada por tentar atrapalhar as investigações.

A operação foi realizada após informações de que o homem suspeito de ser o dono dos papelotes estaria no local, mas até a última atualização ele ainda não havia sido encontrado. O suspeito, que já tem passagens pela polícia por tráfico de drogas e violência doméstica, continua sendo procurado.
Relembre o caso
O caso chocou a cidade de Itamonte na última sexta-feira (21), quando cerca de 20 crianças com idades entre 4 e 5 anos foram levadas ao hospital após contato com cocaína dentro de sala de aula. Segundo a Polícia Militar, a menina de 4 anos levou os papelotes acreditando que se tratava de bala de coco, e distribuiu a droga para os colegas.
A professora desconfiou da substância após uma das crianças dizer que o “doce” estava amargo. Questionada, a menina contou que havia pegado o material em casa, acreditando que era bala. Exames confirmaram que o conteúdo era cocaína. Ao menos uma criança chegou a colocar o pó na boca.
As crianças foram encaminhadas ao hospital da cidade e passaram por exames. A prefeitura informou que todas passam bem. O material apreendido foi enviado para um laboratório em Taubaté (SP), onde será analisado para confirmar se houve ingestão ou inalação da droga.
O prefeito de Itamonte, João Pedro Fonseca, afirmou que está acompanhando de perto o caso e que todas as medidas estão sendo tomadas para garantir o bem-estar dos alunos.
Durante o atendimento da ocorrência, o tio da criança também foi preso por desacato, após se irritar com a professora que chamou a polícia. Ele foi liberado após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
A Polícia Civil segue investigando o caso.
Fonte: O Tempo
Discussão sobre isso post